Comece a escrever agora mesmo!!!

Publicado 24 24UTC agosto 24UTC 2011 por thipen
Categorias: Manual do Escritor, Vida de escritor

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The Tourist - Angelina Jolie and Johnny Depp

Image by WorthingTheatres via Flickr

Imagine a seguinte cena:

Você teve uma idéia para uma história. Não, não apenas uma história, um romance. Você pensa em sua idéia por algumas semanas, trabalha em cima dela. Depois disso, a idéia se levanta, solidifica-se em sua mente. Este poderia ser um livro, um verdadeiro romance. E você poderia ser o autor dele!

Imagine a adaptação de Hollywood, seu nome sendo apresentado para milhões de leitores em potencial e você ficando cara a cara com Johnny Depp ou Angelina Jolie.

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No entanto, você está sentado em sua mesa e ainda não escreveu nenhum livro. Você fica só imaginando, tudo que tem são sonhos. Por quê? Por que isso acontece?

Porque você está deixando de lado o verdadeiro propósito de uma idéia. Brainstorming, delineamento de ações e mapeamento mental são estratégias úteis e formas válidas de estruturar o seu trabalho nos estágios iniciais. Mas isso não é escrita, é apenas uma preparação!

Desculpas familiares?

  1. Você se convence de que precisa comprar um computador novo para começar a escrever. Quem sabe um notebook? “Ah, se eu tivesse um notebook poderia escrever sempre que as ideias surgissem. Seria maravilhoso…”
  2. Você precisa discutir a idéia com seus colegas escritores, o que implica tempo no Twitter ou no Facebook. Você entrar nesses sites mas de alguma forma acaba clicando nas atualizações de alguém, em links e fotos. Uma hora depois, você percebe que ainda não discutiu a sua idéia com ninguém e, é claro, você não pode começar até que você tenha ouvido a opinião dos outros. “Já que não tem ninguém online, deixa eu entrar no youtube para assistir ao canal do Zé Graça…”
  3. Você não tem um editor de texto profissional e já está cansado de usar o Word. Acha que buscar na internet um bom programa para criar e editar seus textos dá muito trabalho, apesar de ser essencial para que você se sinta motivado a escrever. “Se eu tivesse o editor de criação e produção de texto MegaWriter4You ExtraPlus já estaria escrevendo há muito tempo, mas essa telinha azul do Word mata minha inspiração…”

O único caminha a seguir…

Se qualquer uma dessas soar familiar, então há apenas um curso de ação. Você tem que começar a escrever. Eu sei, eu sei: você não pode começar até que a circunstância certa apareça. Mas quando se trata de escrever, isso nunca chegará a acontecer. Sempre haverá distrações. A vida lhe oferecerá outras coisas para fazer.

Chega um momento em que você tem que, simplesmente, parar de evitar os problemas; quando você tem que deixar o seu planejamento de lado e só começar a escrever. Mãos à obra, literalmente!

Ninguém está pedindo para você pintar a Torre Eiffel com uma escova de dentes, apenas para que você coloque a sua história no papel.

Está tudo bem, eu entendo como é. Você está com muito medo de começar porque, se o fizer, a sua ideia maravilhosa vai se transformar em um projetinho inicialmente sem graça.

Então como superar esse medo e começar a trabalhar em sua história?

Dando passos de bebê

Escreva uma frase. Depois escreva outra. Talvez uma terceira? Viu, você está escrevendo! E já tem três frases do seu livro escritas. Você não pode deixá-las sozinhas. Vai ter que escrever um pouco mais, não vai?

Faça um acordo

Os seres humanos trabalham melhor em grupos. Assim que encontrar alguém que também está tentando escrever um livro, crie uma equipe. O apoio mútuo é inestimável, e vocês podem definir prazos e metas uns para os outros. Escrever um livro não é tão assustador quando você sabe que não é o único a fazê-lo.

Segure sua ideia

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Se você está adiando a escrita porque está preocupado em não fazer jus à sua ideia original, descubra a essência dela. Escreva-a e deixe-a perto de sua área de escrita. Talvez você queira manter uma cópia em seu caderno para poder continuar a trabalhar em sua história enquanto estiver longe do seu computador. Se você visitar a sua idea constantemente, ela vai ajudar a manter a sua escrita no caminho certo, e manter a sua história mais perto da idéia original.

Você tem alguma estrategia especial para começar um grande projeto? Compartilhe as suas ideias nos comentários abaixo. E clique aqui para saber um pouco mais sobre os Cinco Elementos da Ficção.

Thipen, Montes Claros/MG, 24/08/2011.

Adaptado livremente do site Fuel Your Writing (http://bitw.in/Oyj) (o crédito das imagens também se encontra no link)

Capítulo I – Prólogo

Publicado 19 19UTC junho 19UTC 2011 por thipen
Categorias: AGdA I - O Ritual de Kairos

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Bom dia, tarde ou noite.

Depois de muuuito tempo parado, resolvi começar a postar de novo no blog. Desta vez, eu espero ter uma certa continuidade nos posts, mesmo porque já tenho alguns escritos prontos.

Mas vamos deixar a conversa de lado e tratar do verdadeiro objetivo do post: apresentar para vocês o primeiro capítulo do livro que estou escrevendo. Espero que se divirtam com a leitura leve e dinâmica.

Capítulo I – Prólogo

Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. Depois de tudo o que tinha acontecido, não dava mais para voltar. Eu tinha sido escolhido e treinado para aquele momento decisivo. A vida de seis bilhões de pessoas dependia de mim e eu só teria uma chance. Era vencer ou vencer!

Por isso estava ali, procurando uma maneira de entrar naquela velha construção do século dezenove. A lua cheia, da escuridão do espaço, iluminava a frente do que um dia foi uma igreja, revelando parte de um jardim e mostrando a beleza de uma natureza morta: um quadro pintado por um artista melancólico.

Inscrições em latim decoravam o grande portão central à minha frente. Demorei alguns minutos lendo uma de especial significado, que me trazia recordações.

As palavras Kyrie Eleison, apesar de bastante apagadas, destacavam-se a meus olhos, fazendo com que sombras de um passado recente começassem a pairar sobre mim. Gritos, choro e luz se misturaram em um turbilhão de memórias. Balancei a cabeça algumas vezes para afastar a distração e, concentrando-me, comecei a inspecionar o local.

Grades altas cercavam toda a construção. No topo delas, várias cruzes enferrujadas estavam espalhadas, formando uma proteção contra possíveis invasores.

Ao olhar para cima, reparei que uma cruz desgastada pendia assustadoramente para a direita, ameaçando cair sobre a minha cabeça. Para evitar uma morte inútil e desnecessária, andei em direção ao portão central, afastando-me do perigo iminente. Foi quando ao longe, dentro da construção, percebi vultos.

Olhando para dentro da igreja construída no final do jardim, vi o movimento de três corpos. Eles balançavam como se estivessem em uma dança sincronizada, embalados apenas pelo silêncio, procurando o posicionamento perfeito para fechar o círculo que daria início ao nefasto ritual de Kairos.

Não consegui notar as outras nove pessoas restantes, porém sabia que estavam todas lá. Em minha cabeça surgiu a imagem dos doze corpos formando uma espécie de relógio ao redor do altar da igreja, cada qual representando determinada hora do dia. E no centro do cenário estava o responsável por tudo aquilo.

Um calafrio percorreu a minha espinha, eriçando todos os meus pelos. Estremeci com temor e ódio. Meu antigo mestre. Meu novo inimigo. Azhmael era o seu nome, também conhecido como Arcanjo Guerreiro, o guardião das sete casas celestiais.

Mais do que um herói caído, uma verdadeira lenda renegada que com um simples bater de asas foi capaz de transformar o Céu em um inferno, quase que literalmente.

Eu só não entendia os porquês, o que o motivara a agir daquele jeito. Por que se rebelar contra a Ordem Superior? Por que negar a criação do Criador? E, principalmente, por que ele tinha que fazer aquilo comigo… por que tinha que roubar o meu único tesouro.

Se naquele dia eu teria as respostas, não importava. Já era tarde demais. Pra mim bastava o fato de que Azhmael estava com a pequena Nicole – uma garotinha indefesa presa nas garras do que agora era um monstro astuto e cruel.

Por isso cumpriria minha missão a todo custo. Impediria que o ritual acontecesse e que o Apocalipse fosse conjurado. Além disso, tinha minhas próprias contas para acertar com Azhmael. Muitas delas.

Quando chegasse a hora, a primeira coisa a fazer seria cortar as suas asas, ele não era mais digno de exibir o seu esplendor. Depois aniquilaria sua aura e a mandaria para o limbo. Ou seria melhor mandá-la para o Necrus?

Assim, pensando na pior maneira de me vingar do cara que havia me ensinado o significado de justiça e lealdade, foi que notei que a velocidade dos dançarinos diminuía dentro da velha igreja.

Do jeito que as coisas iam, em breve o silêncio se transformaria em música e o som de cânticos encheria o ambiente sacro. Quando isso acontecesse, a preparação da cerimônia estaria completa. Ou seja, o tempo mais uma vez estava contra mim.

Se ao menos eu não tivesse perdido tanto tempo com os idiotas alados, teria uma chance melhor. Mas não. Eles fizeram questão de explicar em detalhes como o reino celestial dependia de mim e de como, em contrapartida, a minha vida dependia dele. Agora só um milagre poderia me ajudar.

Um suspiro próximo tirou minha concentração, lembrando-me de que tinha companhia.

Fiquei de lado para encarar o garoto. Sua aparência sugeria uns dezesseis anos. Ele tinha cabelos pretos curtos e pele clara. Usava uma jaqueta preta desbotada, que escondia parcialmente os seus braços; e uma calça jeans velha, rasgada na altura dos joelhos. Um medalhão de São Bento pendurado no pescoço era seu cartão de visita, sua marca pessoal.

Aquela seria a sua primeira missão e, se Deus quisesse, não seria a última.

Segundo as profecias, ele teria um papel crucial na batalha que estava prestes a acontecer, sendo o único capaz de derrotar o meu antigo mestre quando chegasse a hora do confronto. Eu não tinha a menor ideia de como o garoto faria isso, mas acho que o fato de ele ser o filho de Azhmael deveria ser levado em conta.

– Lucas, eu acho que o ritual começará em breve. Ainda lembra as instruções? – indaguei com uma voz suave, quebrando o silêncio entre nós.

– Sim – disse ele, fazendo uma careta.

Dei um sorriso descontraído. Parecia que o meio anjo se lembrava perfeitamente das instruções dadas por Neleh, o arcanjo no comando de nossa operação.

– Então esteja preparado – continuei –, nunca se sabe o que pode acontecer…

A minha voz foi sumindo lentamente. E o silêncio mais uma vez caiu sobre nós. A calmaria antes da tempestade.

Admito que não era o melhor momento para conversar. Mas fazer o quê? Eu temia o pior. E, infelizmente, meu instinto nunca falhava. Assim, aproveitei a oportunidade para perguntar ao garoto se ele já tinha enfrentado a morte antes.

Lucas pareceu ponderar a minha indagação. A incerteza em seus olhos não me permitiu distinguir se o que diria seria verdade ou mentira. Antes de responder, ele olhou para os lados, como se estivesse procurando alguma coisa ou alguém. Acompanhei o seu movimento, mas não vi nada de anormal; apenas a noite nos fazia companhia.

– Não – respondeu ele, sua voz era apenas um sussurro na escuridão. – E você?

– Já – eu disse calmamente. – E perdi. Vamos ver se tenho mais sorte desta vez.

E a vida (de escritor) continua!

Publicado 7 07UTC fevereiro 07UTC 2011 por thipen
Categorias: Vida de escritor

Ano novo, vida nova. É o que muitos dizem. É quase sempre assim.

Novos planos e sonhos a serem conquistados.

Comigo não é diferente. Continuo escrevendo e aprendendo sobre escrever. Participando de foruns e lendo feeds de sites especializados no assunto.

Como objetivo de escritor, pretendo neste ano terminar o projeto “A Guerra dos Anjos”. Além disso, quero iniciar um projeto de um livro de romance, com algumas pitadas de ficção.

E tem mais novidades: o site da Sociedade Nova Escrita já está quase no ar. Só faltam alguns arranjos e logo, logo, todos terão um lugar onde discutir e espalhar a cultura.

Por enquanto é isso. Até sexta-feira =D

Inspiração Tardia

Publicado 20 20UTC dezembro 20UTC 2010 por thipen
Categorias: Contos, Z - Outros

Olá, depois de muito tempo afastado do blog, volto finalmente a postar com alguma regularidade.

Hoje postarei um conto criado por mim que traz um pouco da angustia sentida pelos escritores. Vale a pena conferir (e comentar)

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Inspiração

             Três opções e nada mais.

            Com as mãos trêmulas, Artur ajeitou-se em sua cadeira ortopédica.

            O escritor checou de novo a tela do computador, pensativo. Nenhuma idéia nova. Provavelmente a sua criatividade tinha tirado umas férias sem antes o avisar.

            Ele tentou se acalmar contando até dez, duas vezes, porém não obteve resultado. Estava exausto demais, cansado demais, irritado demais. Afinal de contas, já se encontrava a mais de seis horas naquele impasse.

            Mais cedo ou mais tarde, porém, teria que escolher. Então resolveu fazer um teste, mãos a obra.

            Até aquele momento, o silêncio no quarto só era quebrado por um relógio que tiquetaqueava incessantemente, insistindo em levar consigo os segundos, os minutos e as horas.  Mas de repente isso mudou. E o barulho de teclas digitadas logo preencheu o local.

            Arthur tinha se decidido. Sua inspiração, entretanto, ainda não. Ela vacilava diante das três alternativas, e era ela quem tinha a última palavra.

            Assim, tão rápido quanto surgiu, o som das teclas cessou. E o silêncio se fez mais uma vez. Ou quase, o tique taque continuava.

            Desistindo daquela luta, o escritor puxou a sua cadeira para trás e se levantou. Precisaria achar uma fonte de inspiração ou não conseguiria terminar o seu trabalho.

            Balançou a cabeça, olhando ao redor, vislumbrando a bagunça do quarto.

            Na parede, o relógio mostrava que já eram três e vinte e oito da madrugada.

            Na estante, vários livros, empoeirados em ordem alfabética, faziam companhia a um quadro solitário de Artur e sua família.

            No chão, meias, roupas e vasilhas espalhadas.

            Como era de se esperar, nada disso o inspirou.

            Caminhou, então, em direção à janela e lá parou.

            Viu casas, prédios e grandes construções que se erguiam por toda parte. Algumas árvores, aqui e ali, ousavam a desafiar o mundo de concreto que as rodeava, espalhando pela noite uma brisa morna e aconchegante. Talvez o último resquício do que fora, um dia, uma linda floresta tropical.

            Em cima de um outdoor, uma coruja espreitava sua vítima, um ratinho magricela que revirava uma lata de lixo numa esquina próxima. Artur, prevendo o que aconteceria, arrematou com desdém: – A vida é injusta, meu caro.

            O rato, que estava ocupado demais tentando se livrar dos ataques de uma ave que surgira de repente, não percebeu que Artur falava com ele.

            Depois de muito batalhar e escapar das garras da coruja, o roedor olhou em volta para se certificar de que tudo estava tranqüilo outra vez… e chegou à conclusão de que estava. Por fim, voltou para a lata de lixo que o esperava, pacientemente.

            A cena, uma resposta para Artur. Ela lhe dizia, em tradução livre: por mais que a vida seja injusta, meu caro, você nunca deve desistir.

            Uma bronca, uma inspiração.

            Artur voltou para a sua cadeira e sentou-se, sorrindo para a tela do computador.

            As suas mãos, agora firmes, começaram a se mover lentamente.

            A dúvida que o atormentava a mais de seis horas foi ficando para trás.

            Três opções e, enfim, ele decidiu. Nenhum dos três nomes faria jus ao livro que tinha acabado de escrever. Apagaria tudo, mas jamais usaria um nome inapropriado para batizar aquela que seria a sua maior obra-prima.

            Assim que terminou de apagar o livro, Artur se jogou exausto em cima da mesa do computador e, antes de cair no sono, pensou: “Nomes são sempre um problema.”

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Conto baseado em um experiência que tive. Gostou? Não? Comente!

Como Deus escolhe os pais de crianças com diabetes!

Publicado 14 14UTC setembro 14UTC 2010 por thipen
Categorias: Z - Outros

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Conca de Dalt. Torallola. Barranc de Santa Cecília

Image via Wikipedia

Hoje li este texto no site Portal Diabetes e gostei tanto dele que resolvi compartilhá-lo com você.

Leia e tire as suas próprias conclusões!

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Como Deus escolhe os pais de uma criança com diabetes

Muitos homens e mulheres tornam-se pais por acidente, alguns por escolha, poucos por pressões sociais, e um par, por hábito. Alguma vez você já pensou como os pais de crianças diabéticas são escolhidos.
De algum modo eu visualizo Deus pairando sobre o Terra selecionando seus instrumentos de propagação com grande cuidado e deliberação.
Enquanto observa, instrui anjos a fazer anotações em um grande livro. Silva, João e Maria, um filho. O santo patrono São Mateus. Souza, Carlos e Ana, uma filha. O santo patrono Santa Cecília. Oliveira, Antonio e Paula, gêmeos. Patrono Santo Geraldo.
Finalmente, ele passa um nome para um anjo e sorri. “Dêem a eles uma criança com diabetes”. O anjo curioso pergunta “Por que isso, Deus? Eles são tão felizes?”. “Exatamente” sorri Deus. “Poderia eu dar uma criança com diabetes a uma mãe e um pai que não sabem sorrir? Isso seria cruel”.
O anjo pergunta “Mas têm eles a paciência?” “Eu não espero que eles tenham muita paciência, ou eles afundarão num mar de auto-piedade e desespero”,
Deus respondeu. “Uma vez que o choque e o ressentimento passarem, eles irão lidar com a situação. Eu os observei hoje. Eles têm aquele sentimento de independência e auto-procura que é tão raro e tão necessário nos pais. Veja, a criança que vou dar a eles tem seu próprio mundo. Eles têm de fazê-lo seu mundo também, e isso não será fácil.” Deus sorri. “Esta família é perfeita. Eles têm suficiente egoísmo.” O anjo engasga. “Egoísmo? E isso é uma virtude?” E Deus diz “Se eles não separarem eles mesmos da criança ocasionalmente, eles não viverão nunca. Sim, esta é família que eu abençoarei como perfeita.
Eles ainda não percebem, mas eles serão invejados. Permitirei que eles vejam claramente coisas que eu vejo… ignorância, crueldade, preconceito… e permitirei que eles superem tudo isso. Eles nunca estarão sós. Estarei do lado deles cada minuto do dia de suas vidas porque eles estarão fazendo meu trabalho certamente como se estivessem aqui do meu lado. “E o santo patrono?” pergunta o anjo, a caneta parada no ar. Deus sorri. “Um espelho será suficiente”.

Os 5 Elementos da Ficção

Publicado 9 09UTC setembro 09UTC 2010 por thipen
Categorias: Manual do Escritor

Page of a book in portuguese.

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Olá!  O nosso Manual do Escritor traz um excelente post hoje, baseando-se na tradução livre e comentada por mim do texto publicado na Writing Foward.

Você conhece os 5 elementos da ficção? Já ficou preso em uma parte do texto ou da história? As idéias não fluiam mais? Terminou seu livro mas acha que está faltando alguma coisa?

Então você deve ler este post e conhecer os 5 elementos básicos que não podem faltar em um texto/livro de ficção.

Na ficção, há muito espaço para a criatividade: você pode escrever sobre o futuro, sobre um passado alternativo ou até mesmo criar o seu próprio mundo, com as suas próprias regras.

No entanto, há pequenos elementos que podem te ajudar no processo de criação. Esses elementos – que são o material nuclear para a criação de uma história cativante e envolvente – estão presentes na grande maioria dos livros famosos de ficção. Os 5 elementos são:

Personagem – sobre quem a história é;

Plot (também conhecido como Enredo) – o que acontece com os personagens;

Tempo/Local - onde e quando a história acontece;

Tema - o porquê da história;

Estilo - como a história é apresentada ao leitor.

Cada um desses elementos estão presentes nas escritas de ficção. Se por acaso faltar algum, existe uma boa chance de o leitor sentir que a história está incompleta. É claro que haverá casos em que uma história possa se desenvolver sem a presença de um deles em específico, mas isso é a exceção e não a regra. Por isso, fique atento.

Aprendendo sobre esses elementos, você será capaz de:

1 – Identificar áreas problemáticas mais facilmente;

2 - Ter uma nova visão da perspectiva dos seus leitores; e

3 - Você poderá usá-los para desenvolver a sua história quando estiver em dúvida quanto a que direção seguir.

Vejamos cada um dos elementos mais detalhadamente.

Personagem: A maioria das pessoas sentem que a caracterização é o elemento mais importante da escrita de ficção porque os leitores se ligam diretamente aos personagens. É essa ligação emocional que mantém o leitor interessado o suficiente para continuar, página após página.

Plot/Enredo: Para que exista uma história, deve haver ação. As coisas têm que acontecer de alguma forma. Como, quando, por que e em que ordem elas acontecem é o plot/enredo. Enquanto os leitores se ligam emocionalmente aos personagens, é o enredo que incita a curiosidade dele. “O que acontecerá agora?”

Tempo/Local: Pode ser considerado por muitos como o elemento menos relevante. Há casos, porém, que o local ganha tanta ênfase que pode até ser considerado como um personagem com vida própria. Aqui cito o exemplo das Terras Médias, de Tolkien (Senhor dos Anéis). O fato é que a maioria das histórias se passa em algum local, numa determinada época.

Tema: O que os leitores vão pensar quando terminarem de ler a sua obra? E qual é o assunto que chamará a atenção deles? Essas coisas serão determinadas pelo tema ou pela mensagem do seu texto. Existem temas bem batidos, como anjos e demônios (sobre o qual, aliás, estou escrevendo em um projeto de livro), mas que podem render uma boa leitura se explorados de maneira correta. Existem também temas sobre os quais ninguém escreveu ainda, quer um exemplo? “Peixes-zumbis que vieram de outro planeta”. Basta liberar a imaginação!

Estilo: Considerado por mim um dos principais elementos. Ao escrever ficção, há muitas coisas acontecendo que afetam a história, mas não tem nada a ver com ela. São as escolhas que um escritor faz sobre o modo de como contar a sua história. Os componentes de estilo incluem: o ponto de vista, a narração, a gramática e a ortografia, a pontuação, a linguagem, o ritmo, a estrutura, o tom, as imagens e muito, mas muito mais. O estilo também pode ser notado na escolha da voz em que se narrará o texto (1ª, 2ª ou terceira pessoa). O ideal é desenvolver um estilo próprio e único.

Por que é tão importante para um escritor compreender os 5 elementos da ficção? Não é melhor sentar e escrever, e deixe a sua criatividade fazer o seu trabalho?

Bem, sim e não.

Quando esses elementos estão entrelaçados de forma integrada, uma história ficará mais profunda, rica e real. Ela vibrará na mesma frequência que  os leitores vibram. Claro, há momentos em que a criatividade irá fazer o trabalho para você. Mas em algum momento, você terá de verificar o seu trabalho e perguntar se a história funciona como um todo. Se isso não acontecer, se você sentir que algo essencial está faltando, então é provável que um desses elementos esteja ausente ou não foi tratado adequadamente.

Claro, você pode se sentar e escrever uma história criativa sem fazer um planejamento antes, sem estruturar ou ao menos pensar nos 5 elementos, e há uma pequena chance de que ela seja boa. Mas quanto mais você estudar e entender a arte de escrever,  mais equipado estará para escrever uma história de ficção que seja verdadeiramente boa e empolgante.

Como em tudo na vida, a prática leva à perfeição.

Thiago Pereira Neves, 09 de setembro de 2010.

Promoção Skoob: 100 Livros ou 1 iPad?

Publicado 28 28UTC agosto 28UTC 2010 por thipen
Categorias: Z - Outros

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Behold the iPad in All Its Glory

Image via Wikipedia

Opa, fala galera que acompanha o blog. Tudo blza?

Hoje tenho duas novidades para vocês.

A primeira é que a partir do dia 13 de setembro inaugurarei uma nova categoria aqui no blog, e tenho certeza de que será de muita utilidade para todos os escritores, novatos ou não. Se você procura técnicas de aperfeiçoar a sua escrita e o seu storyteller (narração), fique atento!

A segunda é para falar de uma grande promoção que está sendo feita pelo Skoob. Leia a postagem a seguir e aprenda como concorrer a 200 livros e a 1 iPad.

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O que você prefere ganhar, 100 livros ou 1 Ipad?

Essa é a nova promoção do Skoob, a maior rede social de livros do Brasil.

Primeiramente, o que é Skoob?

O Skoob é o local onde você diz o que está lendo, o que já leu e o que ainda vai ler, seus amigos fazem o mesmo e assim, todos compartilham suas opiniões e críticas, uma rede social literária.

Como participar:

Para participar da promoção, basta se cadastrar nesse link CADASTRO

Você pode ganhar:

-1 (um) Apple Ipad 16gb Wi-Fi; ou

-200 (duzentos) livros, 100 para um usuário e mais 100 para outros 100 usuários.

São livros das principais editoras do país!

Como funciona:

Ao se inscrever, você ganha 1 cupom. Ou seja, 1 chance entre todos os participantes. Você pode divulgar o site através do seu link pessoal, e a cada pessoa que entrar você ganha mais 1 cupom.

Basta se cadastrar e confirmar o cadastro que você já estará concorrendo. Outro link é este: http://www.skoob.com.br/promocao/codigo/229054

Entre os livros que podem ser escolhidos estão: a coleção Crepúsculo completa, a coleção Percy Jackson e os Olimpianos e A Batalha do Apocalipse!

Aproveitem!

O sorteio será realizado pelo Skoob no dia 18 de setembro.

Mudanças

Publicado 18 18UTC agosto 18UTC 2010 por thipen
Categorias: Contos, Vida de escritor

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Olá, hoje venho lhes apresentar um conto que fala sobre como tudo depende do ponto de vista que você adota.

Acrescento que já tenho alguns trabalhos prontos e começarei a postá-los no blog com mais frequência.

Divirtam-se com a leitura!

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MUDANÇAS

Tudo na vida tem um lado positivo, mas às vezes você tem que procurar muito para poder encontrá-lo. Foi o que aconteceu com Roberto.

Há aproximadamente um ano, ele foi internado e ficou em coma por cinco dias. As únicas lembranças que tinha sobre isso eram de paredes brancas e equipamentos hospitalares que não paravam de girar, fazendo o mundo inteiro rodar à sua volta.

Eram lembranças que, depois de certo tempo, pareciam pertencer a outra pessoa e faziam-no se sentir como se estivesse assistindo a um filme estranho, distante dos acontecimentos.

No dia em que saiu do hospital, avisaram-no que ele era portador de uma doença chamada diabetes (e que essa doença tinha até tipos, sendo que a dele era tipo um). A partir de então a sua vida teria que mudar. Precauções deveriam ser tomadas, injeções deveriam ser aplicadas e a vigilância deveria ser constante.

Por recomendação médica, procurara um especialista e recebera várias orientações, entre elas: evitar todos os tipos de doces, fazer exercícios físicos, sempre controlar a dieta e não misturar arroz com batata.

Roberto ficou inconformado com tudo aquilo, principalmente com a parte que o proibia de misturar arroz com batata. Era o prato que ele mais gostava e teria que abrir mão dela se quisesse ter uma vida saudável.

Restrições e mais restrições.

As pessoas lhe diziam que há males que vem para o bem. Os males ele já conhecia, faziam-no companhia todos os dias. O bem, infelizmente, ainda não lhe havia sido apresentado.

Mas Roberto o procuraria e, apesar de não aceitar muito bem a ideia, tentaria se adaptar àquela nova condição. Afinal, a sua saúde dependia disso e ele não queria assistir a filmes estranhos novamente.

Aos poucos, foi se acostumando com algumas mudanças. Mas só com algumas, pois com outras não dava para se acostumar, como no caso das injeções.

Ainda seguindo as ordens do médico, matriculou-se em uma academia e entrou para a musculação. No começo, ele aparecia por lá só três vezes por semana, e isso quando não estava ocupado demais assistindo à televisão.

Porém, com o tempo, tomou gosto pela coisa. Chegou ao ponto de ir à academia seis vezes na mesma semana. Com isso, sentia-se mais bem disposto e alegre. Sua autoestima subiu e ele voltou a frequentar as festas e os lugares em que não ia desde que deixara o hospital.

Em uma dessas festas, ele conheceu uma pessoa simpática e inteligente chamada Érica. Graças à nova autoestima, teve coragem de se aproximar dela e de se apresentar. Os dois conversaram bastante sobre música, cinema, livros e saúde.

Depois de se conhecerem melhor, ele explicou para ela tudo o que sabia sobre o diabetes: as complicações, os cuidados, as restrições e o que podia e o que não podia comer.

A garota ficou intrigada com os problemas que Roberto enfrentava, mas ele já não tinha mais o medo de contar para as pessoas sobre a sua doença. Isso ficara esquecido em uma página distante do seu passado.

Por força do destino, os dois começaram a sair juntos e se apaixonaram.

Ela, sempre atenciosa, ajudava-o nas dietas e nos controles que deveriam ser feitos. Ele, por sua vez, ia ao médico especialista a cada três meses e recebia a notícia de que estava tudo em ordem, tudo beleza. A doença já havia sido controlada e os níveis de açúcar em seu sangue haviam sido estabilizados.

Certa vez, porém, a glicemia dele caiu. Despencou dos níveis normais e foi parar lá em baixo, quase no fundo do poço.

Ele estava suando muito na academia, mas achou que aquilo se devia ao fato de estar fazendo exercícios, quando, de repente, começou a tremer e uma fraqueza tomou conta do seu corpo.

Sentou-se para tentar se recuperar e sentiu uma fome súbita. Ele tinha que comer. Não era uma mera necessidade, era uma ordem. Pura, simples.

Mas Roberto estava preparado, apesar de nunca ter passado por aquela situação antes, tinha estudado sobre o diabetes, frequentado cursos, palestras e procurado aprender o máximo possível sobre a doença.

Ele sabia o que tinha que fazer.

Juntou toda a força (e também toda a humildade) possível e caminhou em direção à pessoa mais próxima. Entregou a ela um cartãozinho azul, cheio de instruções, e dinheiro para que ela pudesse lhe comprar um suco na lanchonete da academia. Após beber o líquido e o nível de açúcar em seu sangue subir um pouco, Roberto agradeceu o favor e foi comer.

Passei um pouco mal hoje, ele disse a Érica quando os dois se encontraram naquele mesmo dia, explicando o acontecido. Ela, de forma bem humorada, o lembrou de que ele deveria sempre levar consigo algo com açúcar para poder comer em ocasiões como aquela. Lembrou-o também de que ele tinha uma cabeça de vento, por ter esquecido uma coisa tão importante.

Era assim, às vezes ele se esquecia de algumas coisas, mas fazer o quê?

O mais importante é que Roberto estava feliz.

Após conhecer o diabetes e suas implicações, passara a cuidar melhor da própria saúde e, apesar de estar doente, sua qualidade de vida aumentou. Deixou de lado os antigos hábitos alimentares e passou a seguir uma dieta equilibrada, a fazer exercícios físicos, a realizar exames constantes e a se cuidar melhor.

Dessa forma, ele foi descobrindo os benefícios que aquele novo jeito de viver lhe trazia. E desde que seguisse todas as orientações médicas, conseguiria ter uma vida tranquila e sossegada.

A procura foi longa. Ele teve que passar pelas mais adversas situações, enfrentar seus medos e vencer limites, mas finalmente conseguiu.

Tinha encontrado o lado certo de encarar aquela doença. Ele sabia que se não tivesse ela, provavelmente não teria parado de comer besteiras, seguido uma dieta e se matriculado em uma academia. Sabia ainda que não teria a mesma força de vontade que tinha agora e que o fazia se sentir capaz de superar qualquer obstáculo.

Depois que achou o lado positivo de tudo o que acontecera com ele, Roberto entrou para um grupo de autoajuda e virou conselheiro de pessoas que recém descobriam-se portadoras do diabetes. O seu conselho para todas elas: Há males que vem para o bem.

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É isso, espero que tenham gostado.

Seu comentário é muito importante para mim, se leu, opine!

Thiago Pereira Neves, 18 de agosto de 2010.

Participe!

Publicado 7 07UTC agosto 07UTC 2010 por thipen
Categorias: Manual do Escritor

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Participe!

Pois é escritores, estou de volta com um novo post no manual para escritores iniciantes. A palavra chave aqui é  participação.

Mas antes, uns poucos esclarecimentos acerca do Manual do Escritor Iniciante.

Diferentemente do que você encontrará pela internet, não darei dicas de como escrever, escrever melhor, melhorar sua técnica de escrita e nem nada do tipo. Isso tem aos montes por aí, basta pesquisar no Google que você encontrará tais ensinamentos.

Um resumo do que você encontrará é este: leia, leia mais e depois que ler muito, mas muito mesmo, você estará apto a engatinhar no mundo da escrita. Para ser um escritor você deve, antes de tudo, ser um bom leitor.

Como eu disse, são coisas básicas que você já deve saber e não ficarei batendo nesta tecla.

Esse manual consiste na minha própria experiência como escritor iniciante. Ou seja, feito por uma pessoa que também está começando a trilhar esse caminho, um par igual a você.

Então, vamos ao que interessa. Vamos aprender sobre a importância da participação em nossa Vida de Escritor.

Há um tempo, quando eu voltava do trabalho, tive a ideia de escrever um conto rápido. Lá estava eu, morrendo de fome, quando me veio a inspiração, cheguei a postar sobre isso aqui no blog (para ver o post clique aqui no Fast Tale).

Mandei o conto para o Concurso de Contos do Alétheia, do site Na Ponta do Lápis, e continuei escrevendo outros contos, participando de outros concursos. Descobri que em uns você pode até ganhar uma boa grana, além de uma exposição positiva no cenário nacional. Um exemplo em o concurso Paulo Leminski, clique e confira.

Semana passada saiu o resultado da antologia, e tive a honra de estar entre os selecionados (para ver todos os selecionados clique aqui: Selecionados para o Concurso Alétheia). Fiquei feliz também por ver o nome da minha amiga Isie Fernandes na lista. Ela é uma escritora muito boa e tem um futuro brilhante pela frente.

Dê uma espiada na capa da antologia:

Assim, participe de todas as oportunidades que se apresentarem a você. Concursos, seleções, foruns, orkut, twitter etc.

Há muito espaço para divulgar seu trabalho na internet. Não deixe nada passar. Cada nova experiência, cada novo contato, tudo ajuda na construção do escritor que seremos.

Sem falar que são ótimas oportunidades de se avaliar, de saber se você está indo pelo caminho certo e de poder conhecer a opinião dos outros sobre o que você anda escrevendo.

Se ainda não tem, crie um twitter, um orkut ou uma conta em qualquer outro meio de comunicação social existente por aí, e divulgue os seus escritos. Você pode até mesmo criar um blog, assim como eu fiz. É simples, fácil e não custa nada.

Participação é a chave para se conhecer novos escritores e ter acesso a outros pontos de vista.

Assim, participe sempre. Mostre ao mundo o que você tem a dizer!

Thiago Pereira Neves, 07 de agosto de 2010.

Não seja roubado!

Publicado 7 07UTC julho 07UTC 2010 por thipen
Categorias: Manual do Escritor

Se você quer ser um escritor de sucesso, vender muitos livros  e até dar autógrafos, você deve, primeiramente, começar a escrever e divulgar a sua ideia.

Mas tome cuidado para não ser roubado. Não confie em qualquer proposta que lhe apresentarem ou que você achar pela internet, veja o porquê a seguir.

O mercado está cheio de pessoas que podem ajudar a divulgar o seu trabalho, e isso é muito bom. Porém, há também pessoas que só querem lucrar e que se aproveitam de sua inexperiência como escritor para te enganar e te roubar.

Foi o que quase aconteceu comigo esses dias.

Navegando pela internet, encontrei um blog, o Intercâmbio Internacional Pontes Literárias, que dizia fazer seleção de livros para editoras estrangeiras, o que pode até ser verdade. Empolgado com essa descoberta, fiz minha inscrição no blog.

Depois de pensar um pouco e de analisar alguns dados desse blog, acabei por concluir que não compensaria participar da seleção. O que mais estranhei foi o fato de destacarem em grandes letras vermelhas que a editora responsável pela seleção pagaria a quantia de R$ 15.000,00 para os autores que tivessem livros selecionados.

Em conversa com meu amigo Leo Schabbach, do site Na Ponta dos Lápis, ele me disse que investigou uma suposta parceira entre esse blog e uma editora alemã chamada Taschen. Segundo ele, a editora foi taxativa ao afirmar que jamais pediu originais para o blog.

Como você pode perceber, a situação do blog em questão é totalmente duvidosa, já que eles afirmam ter parcerias que não tem.

Por isso, amigos escritores, não se deixem levar pelas aparências. Antes de enviarem seus originais, ou até mesmo as suas ideias, para algum lugar, façam uma pesquisa. Afinal, o Mister Google está aí, ao seu alcance.

Ao terminar esse post, fui ao Intercâmbio Internacional Pontes Culturais e, engraçado, depois das investigações e perguntas feitas pelo nosso amigo Léo, eles retiraram a seleção do ar, alegando que o concurso “foi cancelado, devido á divergências de informações entre o intercâmbio e a editora.”

Esclareço que nós, escritores iniciantes, estamos dispostos a ouvir eventuais explicações dos donos do referido blog.

Thiago Pereira Neves, 07 de julho de 2010.


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