Mudanças

Publicado 18 de agosto de 2010 por thipen
Categorias: Contos, Vida de escritor

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Olá, hoje venho lhes apresentar um conto que fala sobre como tudo depende do ponto de vista que você adota.

Acrescento que já tenho alguns trabalhos prontos e começarei a postá-los no blog com mais frequência.

Divirtam-se com a leitura!

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MUDANÇAS

Tudo na vida tem um lado positivo, mas às vezes você tem que procurar muito para poder encontrá-lo. Foi o que aconteceu com Roberto.

Há aproximadamente um ano, ele foi internado e ficou em coma por cinco dias. As únicas lembranças que tinha sobre isso eram de paredes brancas e equipamentos hospitalares que não paravam de girar, fazendo o mundo inteiro rodar à sua volta.

Eram lembranças que, depois de certo tempo, pareciam pertencer a outra pessoa e faziam-no se sentir como se estivesse assistindo a um filme estranho, distante dos acontecimentos.

No dia em que saiu do hospital, avisaram-no que ele era portador de uma doença chamada diabetes (e que essa doença tinha até tipos, sendo que a dele era tipo um). A partir de então a sua vida teria que mudar. Precauções deveriam ser tomadas, injeções deveriam ser aplicadas e a vigilância deveria ser constante.

Por recomendação médica, procurara um especialista e recebera várias orientações, entre elas: evitar todos os tipos de doces, fazer exercícios físicos, sempre controlar a dieta e não misturar arroz com batata.

Roberto ficou inconformado com tudo aquilo, principalmente com a parte que o proibia de misturar arroz com batata. Era o prato que ele mais gostava e teria que abrir mão dela se quisesse ter uma vida saudável.

Restrições e mais restrições.

As pessoas lhe diziam que há males que vem para o bem. Os males ele já conhecia, faziam-no companhia todos os dias. O bem, infelizmente, ainda não lhe havia sido apresentado.

Mas Roberto o procuraria e, apesar de não aceitar muito bem a ideia, tentaria se adaptar àquela nova condição. Afinal, a sua saúde dependia disso e ele não queria assistir a filmes estranhos novamente.

Aos poucos, foi se acostumando com algumas mudanças. Mas só com algumas, pois com outras não dava para se acostumar, como no caso das injeções.

Ainda seguindo as ordens do médico, matriculou-se em uma academia e entrou para a musculação. No começo, ele aparecia por lá só três vezes por semana, e isso quando não estava ocupado demais assistindo à televisão.

Porém, com o tempo, tomou gosto pela coisa. Chegou ao ponto de ir à academia seis vezes na mesma semana. Com isso, sentia-se mais bem disposto e alegre. Sua autoestima subiu e ele voltou a frequentar as festas e os lugares em que não ia desde que deixara o hospital.

Em uma dessas festas, ele conheceu uma pessoa simpática e inteligente chamada Érica. Graças à nova autoestima, teve coragem de se aproximar dela e de se apresentar. Os dois conversaram bastante sobre música, cinema, livros e saúde.

Depois de se conhecerem melhor, ele explicou para ela tudo o que sabia sobre o diabetes: as complicações, os cuidados, as restrições e o que podia e o que não podia comer.

A garota ficou intrigada com os problemas que Roberto enfrentava, mas ele já não tinha mais o medo de contar para as pessoas sobre a sua doença. Isso ficara esquecido em uma página distante do seu passado.

Por força do destino, os dois começaram a sair juntos e se apaixonaram.

Ela, sempre atenciosa, ajudava-o nas dietas e nos controles que deveriam ser feitos. Ele, por sua vez, ia ao médico especialista a cada três meses e recebia a notícia de que estava tudo em ordem, tudo beleza. A doença já havia sido controlada e os níveis de açúcar em seu sangue haviam sido estabilizados.

Certa vez, porém, a glicemia dele caiu. Despencou dos níveis normais e foi parar lá em baixo, quase no fundo do poço.

Ele estava suando muito na academia, mas achou que aquilo se devia ao fato de estar fazendo exercícios, quando, de repente, começou a tremer e uma fraqueza tomou conta do seu corpo.

Sentou-se para tentar se recuperar e sentiu uma fome súbita. Ele tinha que comer. Não era uma mera necessidade, era uma ordem. Pura, simples.

Mas Roberto estava preparado, apesar de nunca ter passado por aquela situação antes, tinha estudado sobre o diabetes, frequentado cursos, palestras e procurado aprender o máximo possível sobre a doença.

Ele sabia o que tinha que fazer.

Juntou toda a força (e também toda a humildade) possível e caminhou em direção à pessoa mais próxima. Entregou a ela um cartãozinho azul, cheio de instruções, e dinheiro para que ela pudesse lhe comprar um suco na lanchonete da academia. Após beber o líquido e o nível de açúcar em seu sangue subir um pouco, Roberto agradeceu o favor e foi comer.

Passei um pouco mal hoje, ele disse a Érica quando os dois se encontraram naquele mesmo dia, explicando o acontecido. Ela, de forma bem humorada, o lembrou de que ele deveria sempre levar consigo algo com açúcar para poder comer em ocasiões como aquela. Lembrou-o também de que ele tinha uma cabeça de vento, por ter esquecido uma coisa tão importante.

Era assim, às vezes ele se esquecia de algumas coisas, mas fazer o quê?

O mais importante é que Roberto estava feliz.

Após conhecer o diabetes e suas implicações, passara a cuidar melhor da própria saúde e, apesar de estar doente, sua qualidade de vida aumentou. Deixou de lado os antigos hábitos alimentares e passou a seguir uma dieta equilibrada, a fazer exercícios físicos, a realizar exames constantes e a se cuidar melhor.

Dessa forma, ele foi descobrindo os benefícios que aquele novo jeito de viver lhe trazia. E desde que seguisse todas as orientações médicas, conseguiria ter uma vida tranquila e sossegada.

A procura foi longa. Ele teve que passar pelas mais adversas situações, enfrentar seus medos e vencer limites, mas finalmente conseguiu.

Tinha encontrado o lado certo de encarar aquela doença. Ele sabia que se não tivesse ela, provavelmente não teria parado de comer besteiras, seguido uma dieta e se matriculado em uma academia. Sabia ainda que não teria a mesma força de vontade que tinha agora e que o fazia se sentir capaz de superar qualquer obstáculo.

Depois que achou o lado positivo de tudo o que acontecera com ele, Roberto entrou para um grupo de autoajuda e virou conselheiro de pessoas que recém descobriam-se portadoras do diabetes. O seu conselho para todas elas: Há males que vem para o bem.

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É isso, espero que tenham gostado.

Seu comentário é muito importante para mim, se leu, opine!

Thiago Pereira Neves, 18 de agosto de 2010.

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Participe!

Publicado 7 de agosto de 2010 por thipen
Categorias: Manual do Escritor

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Participe!

Pois é escritores, estou de volta com um novo post no manual para escritores iniciantes. A palavra chave aqui é  participação.

Mas antes, uns poucos esclarecimentos acerca do Manual do Escritor Iniciante.

Diferentemente do que você encontrará pela internet, não darei dicas de como escrever, escrever melhor, melhorar sua técnica de escrita e nem nada do tipo. Isso tem aos montes por aí, basta pesquisar no Google que você encontrará tais ensinamentos.

Um resumo do que você encontrará é este: leia, leia mais e depois que ler muito, mas muito mesmo, você estará apto a engatinhar no mundo da escrita. Para ser um escritor você deve, antes de tudo, ser um bom leitor.

Como eu disse, são coisas básicas que você já deve saber e não ficarei batendo nesta tecla.

Esse manual consiste na minha própria experiência como escritor iniciante. Ou seja, feito por uma pessoa que também está começando a trilhar esse caminho, um par igual a você.

Então, vamos ao que interessa. Vamos aprender sobre a importância da participação em nossa Vida de Escritor.

Há um tempo, quando eu voltava do trabalho, tive a ideia de escrever um conto rápido. Lá estava eu, morrendo de fome, quando me veio a inspiração, cheguei a postar sobre isso aqui no blog (para ver o post clique aqui no Fast Tale).

Mandei o conto para o Concurso de Contos do Alétheia, do site Na Ponta do Lápis, e continuei escrevendo outros contos, participando de outros concursos. Descobri que em uns você pode até ganhar uma boa grana, além de uma exposição positiva no cenário nacional. Um exemplo em o concurso Paulo Leminski, clique e confira.

Semana passada saiu o resultado da antologia, e tive a honra de estar entre os selecionados (para ver todos os selecionados clique aqui: Selecionados para o Concurso Alétheia). Fiquei feliz também por ver o nome da minha amiga Isie Fernandes na lista. Ela é uma escritora muito boa e tem um futuro brilhante pela frente.

Dê uma espiada na capa da antologia:

Assim, participe de todas as oportunidades que se apresentarem a você. Concursos, seleções, foruns, orkut, twitter etc.

Há muito espaço para divulgar seu trabalho na internet. Não deixe nada passar. Cada nova experiência, cada novo contato, tudo ajuda na construção do escritor que seremos.

Sem falar que são ótimas oportunidades de se avaliar, de saber se você está indo pelo caminho certo e de poder conhecer a opinião dos outros sobre o que você anda escrevendo.

Se ainda não tem, crie um twitter, um orkut ou uma conta em qualquer outro meio de comunicação social existente por aí, e divulgue os seus escritos. Você pode até mesmo criar um blog, assim como eu fiz. É simples, fácil e não custa nada.

Participação é a chave para se conhecer novos escritores e ter acesso a outros pontos de vista.

Assim, participe sempre. Mostre ao mundo o que você tem a dizer!

Thiago Pereira Neves, 07 de agosto de 2010.

Não seja roubado!

Publicado 7 de julho de 2010 por thipen
Categorias: Manual do Escritor

Se você quer ser um escritor de sucesso, vender muitos livros  e até dar autógrafos, você deve, primeiramente, começar a escrever e divulgar a sua ideia.

Mas tome cuidado para não ser roubado. Não confie em qualquer proposta que lhe apresentarem ou que você achar pela internet, veja o porquê a seguir.

O mercado está cheio de pessoas que podem ajudar a divulgar o seu trabalho, e isso é muito bom. Porém, há também pessoas que só querem lucrar e que se aproveitam de sua inexperiência como escritor para te enganar e te roubar.

Foi o que quase aconteceu comigo esses dias.

Navegando pela internet, encontrei um blog, o Intercâmbio Internacional Pontes Literárias, que dizia fazer seleção de livros para editoras estrangeiras, o que pode até ser verdade. Empolgado com essa descoberta, fiz minha inscrição no blog.

Depois de pensar um pouco e de analisar alguns dados desse blog, acabei por concluir que não compensaria participar da seleção. O que mais estranhei foi o fato de destacarem em grandes letras vermelhas que a editora responsável pela seleção pagaria a quantia de R$ 15.000,00 para os autores que tivessem livros selecionados.

Em conversa com meu amigo Leo Schabbach, do site Na Ponta dos Lápis, ele me disse que investigou uma suposta parceira entre esse blog e uma editora alemã chamada Taschen. Segundo ele, a editora foi taxativa ao afirmar que jamais pediu originais para o blog.

Como você pode perceber, a situação do blog em questão é totalmente duvidosa, já que eles afirmam ter parcerias que não tem.

Por isso, amigos escritores, não se deixem levar pelas aparências. Antes de enviarem seus originais, ou até mesmo as suas ideias, para algum lugar, façam uma pesquisa. Afinal, o Mister Google está aí, ao seu alcance.

Ao terminar esse post, fui ao Intercâmbio Internacional Pontes Culturais e, engraçado, depois das investigações e perguntas feitas pelo nosso amigo Léo, eles retiraram a seleção do ar, alegando que o concurso “foi cancelado, devido á divergências de informações entre o intercâmbio e a editora.”

Esclareço que nós, escritores iniciantes, estamos dispostos a ouvir eventuais explicações dos donos do referido blog.

Thiago Pereira Neves, 07 de julho de 2010.

Enquete: Devo continuar ou não?

Publicado 3 de julho de 2010 por thipen
Categorias: Vida de escritor

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Olá, bom final de semana para todos. Aliás, não tão bom assim, já que ontem o Brasil foi desclassificado pela seleção da Holanda, Laranja Mecânica.

Mas não é sobre esse assunto que vim falar aqui.

Como vocês sabem, estou começando a engatinhar nessa Vida de Escritor, e desde que decidi que É Hora de Começar, venho dando o melhor de mim para transmitir a vocês qual é a sensação de se aventurar na arte de escrever.

Contanto contos, aprendi que se pode fazer um Fast Tale (Conto Rápido) de apenas 13 linhas ou um conto mais elaborado, como A Princesinha e o Sapinho, tudo o que você precisa é ter atitude e escrever, nem que seja um pouco de cada vez. As idéias surgem com a prática, com o tempo e com a dedicação.

Essa arte, denominada escrita, pode ser aprendida por qualquer um, eu sou a prova viva disso.

No começo, queria apenas divulgar o meu livro, que conta A Guerra dos Anjos, porém a vontade me impulsionou a querer muito mais.

Por isso, gostaria da opinião de vocês leitores, que me acompanham nessa aventura, sobre o que estão achando dos meus escritos.

Clique em uma das alternativas abaixo 😉

É isso, a sua opinião é muito importante para mim!

Novidades em breve

Publicado 23 de junho de 2010 por thipen
Categorias: Vida de escritor, Z - Outros

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Novidades

Em breve trarei muitas novidades aqui no blog. Veja um pouco do que está por vir:

Contarei minha experiência escrevendo contos para concursos;

Falarei mais sobre o projeto “A Guerra dos Anjos” e sobre o primeiro capítulo da trama;

Estarei postando links para concursos diversos, relacionados com o mundo da escrita;

Videos e sites relacionados com a arte de escrever;

E muito mais. Aguardem as novidades!!!

A Derradeira – Poema antigo

Publicado 12 de junho de 2010 por thipen
Categorias: Contos, Vida de escritor

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Esse é um poema que escrevi há muito tempo, datado de 09/11/2003, denominado “A Derradeira”. Nunca trabalhei muito nele mas espero que gostem.
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Palavra solta,
Vagava pelo ar
Desejando ser descoberta.

Sentia-se só,
Queria ser escrita, difundida.
Esperança sem fim.

Ao menos, pensava,
Poderia ser falada.
Triste esperança.

Palavra de poder que,
sem poder ser usada,
Tentou suicídio.

Não conseguiu.

A Esperança permanece
E a vida continua!

Fast Tale !

Publicado 10 de junho de 2010 por thipen
Categorias: Contos, Vida de escritor

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Todos conhecem o tipo de comida fast-food, usualmente pedido quando se está com fome e sem muito tempo para uma refeição completa.

Pois bem, estava eu voltando do almoço para o escritório e pensando em como terminar (mais) um conto para enviar para o concurso de antologia da Alhéteia, do site Na Ponta do Lápis.


Concursos Literários

Quando, do nada, tive um insight: eu faria um fast-tale (conto rápido).

Comecei a andar depressa para chegar ao escritório, com medo de perder a idéia e a inspiração. Ela poderia sumir do mesmo jeito que tinha aparecido, e isso eu não queria.

Chegando lá, tive que esperar minha super máquina entrar em ação para poder abrir o word.

Não consegui esperar o pc ligar, o barulho da cpu me deixou ansioso. Então resolvi escrever na minha agenda mesmo. E assim o fiz.

Gostei muito do resultado. Intitulei o conto de “O Pequeno Camaleão”, 13 linhas do word bem gastas. Espero poder postá-lo aqui depois.

De tudo isso, aprendi que, se você quer ser um escritor, tem que estar sempre preparado. A inspiração não marca horário, ela chega sempre sem avisar!