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Como Deus escolhe os pais de crianças com diabetes!

14 de setembro de 2010
Conca de Dalt. Torallola. Barranc de Santa Cecília

Image via Wikipedia

Hoje li este texto no site Portal Diabetes e gostei tanto dele que resolvi compartilhá-lo com você.

Leia e tire as suas próprias conclusões!

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Como Deus escolhe os pais de uma criança com diabetes

Muitos homens e mulheres tornam-se pais por acidente, alguns por escolha, poucos por pressões sociais, e um par, por hábito. Alguma vez você já pensou como os pais de crianças diabéticas são escolhidos.
De algum modo eu visualizo Deus pairando sobre o Terra selecionando seus instrumentos de propagação com grande cuidado e deliberação.
Enquanto observa, instrui anjos a fazer anotações em um grande livro. Silva, João e Maria, um filho. O santo patrono São Mateus. Souza, Carlos e Ana, uma filha. O santo patrono Santa Cecília. Oliveira, Antonio e Paula, gêmeos. Patrono Santo Geraldo.
Finalmente, ele passa um nome para um anjo e sorri. “Dêem a eles uma criança com diabetes”. O anjo curioso pergunta “Por que isso, Deus? Eles são tão felizes?”. “Exatamente” sorri Deus. “Poderia eu dar uma criança com diabetes a uma mãe e um pai que não sabem sorrir? Isso seria cruel”.
O anjo pergunta “Mas têm eles a paciência?” “Eu não espero que eles tenham muita paciência, ou eles afundarão num mar de auto-piedade e desespero”,
Deus respondeu. “Uma vez que o choque e o ressentimento passarem, eles irão lidar com a situação. Eu os observei hoje. Eles têm aquele sentimento de independência e auto-procura que é tão raro e tão necessário nos pais. Veja, a criança que vou dar a eles tem seu próprio mundo. Eles têm de fazê-lo seu mundo também, e isso não será fácil.” Deus sorri. “Esta família é perfeita. Eles têm suficiente egoísmo.” O anjo engasga. “Egoísmo? E isso é uma virtude?” E Deus diz “Se eles não separarem eles mesmos da criança ocasionalmente, eles não viverão nunca. Sim, esta é família que eu abençoarei como perfeita.
Eles ainda não percebem, mas eles serão invejados. Permitirei que eles vejam claramente coisas que eu vejo… ignorância, crueldade, preconceito… e permitirei que eles superem tudo isso. Eles nunca estarão sós. Estarei do lado deles cada minuto do dia de suas vidas porque eles estarão fazendo meu trabalho certamente como se estivessem aqui do meu lado. “E o santo patrono?” pergunta o anjo, a caneta parada no ar. Deus sorri. “Um espelho será suficiente”.
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Mudanças

18 de agosto de 2010

Olá, hoje venho lhes apresentar um conto que fala sobre como tudo depende do ponto de vista que você adota.

Acrescento que já tenho alguns trabalhos prontos e começarei a postá-los no blog com mais frequência.

Divirtam-se com a leitura!

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MUDANÇAS

Tudo na vida tem um lado positivo, mas às vezes você tem que procurar muito para poder encontrá-lo. Foi o que aconteceu com Roberto.

Há aproximadamente um ano, ele foi internado e ficou em coma por cinco dias. As únicas lembranças que tinha sobre isso eram de paredes brancas e equipamentos hospitalares que não paravam de girar, fazendo o mundo inteiro rodar à sua volta.

Eram lembranças que, depois de certo tempo, pareciam pertencer a outra pessoa e faziam-no se sentir como se estivesse assistindo a um filme estranho, distante dos acontecimentos.

No dia em que saiu do hospital, avisaram-no que ele era portador de uma doença chamada diabetes (e que essa doença tinha até tipos, sendo que a dele era tipo um). A partir de então a sua vida teria que mudar. Precauções deveriam ser tomadas, injeções deveriam ser aplicadas e a vigilância deveria ser constante.

Por recomendação médica, procurara um especialista e recebera várias orientações, entre elas: evitar todos os tipos de doces, fazer exercícios físicos, sempre controlar a dieta e não misturar arroz com batata.

Roberto ficou inconformado com tudo aquilo, principalmente com a parte que o proibia de misturar arroz com batata. Era o prato que ele mais gostava e teria que abrir mão dela se quisesse ter uma vida saudável.

Restrições e mais restrições.

As pessoas lhe diziam que há males que vem para o bem. Os males ele já conhecia, faziam-no companhia todos os dias. O bem, infelizmente, ainda não lhe havia sido apresentado.

Mas Roberto o procuraria e, apesar de não aceitar muito bem a ideia, tentaria se adaptar àquela nova condição. Afinal, a sua saúde dependia disso e ele não queria assistir a filmes estranhos novamente.

Aos poucos, foi se acostumando com algumas mudanças. Mas só com algumas, pois com outras não dava para se acostumar, como no caso das injeções.

Ainda seguindo as ordens do médico, matriculou-se em uma academia e entrou para a musculação. No começo, ele aparecia por lá só três vezes por semana, e isso quando não estava ocupado demais assistindo à televisão.

Porém, com o tempo, tomou gosto pela coisa. Chegou ao ponto de ir à academia seis vezes na mesma semana. Com isso, sentia-se mais bem disposto e alegre. Sua autoestima subiu e ele voltou a frequentar as festas e os lugares em que não ia desde que deixara o hospital.

Em uma dessas festas, ele conheceu uma pessoa simpática e inteligente chamada Érica. Graças à nova autoestima, teve coragem de se aproximar dela e de se apresentar. Os dois conversaram bastante sobre música, cinema, livros e saúde.

Depois de se conhecerem melhor, ele explicou para ela tudo o que sabia sobre o diabetes: as complicações, os cuidados, as restrições e o que podia e o que não podia comer.

A garota ficou intrigada com os problemas que Roberto enfrentava, mas ele já não tinha mais o medo de contar para as pessoas sobre a sua doença. Isso ficara esquecido em uma página distante do seu passado.

Por força do destino, os dois começaram a sair juntos e se apaixonaram.

Ela, sempre atenciosa, ajudava-o nas dietas e nos controles que deveriam ser feitos. Ele, por sua vez, ia ao médico especialista a cada três meses e recebia a notícia de que estava tudo em ordem, tudo beleza. A doença já havia sido controlada e os níveis de açúcar em seu sangue haviam sido estabilizados.

Certa vez, porém, a glicemia dele caiu. Despencou dos níveis normais e foi parar lá em baixo, quase no fundo do poço.

Ele estava suando muito na academia, mas achou que aquilo se devia ao fato de estar fazendo exercícios, quando, de repente, começou a tremer e uma fraqueza tomou conta do seu corpo.

Sentou-se para tentar se recuperar e sentiu uma fome súbita. Ele tinha que comer. Não era uma mera necessidade, era uma ordem. Pura, simples.

Mas Roberto estava preparado, apesar de nunca ter passado por aquela situação antes, tinha estudado sobre o diabetes, frequentado cursos, palestras e procurado aprender o máximo possível sobre a doença.

Ele sabia o que tinha que fazer.

Juntou toda a força (e também toda a humildade) possível e caminhou em direção à pessoa mais próxima. Entregou a ela um cartãozinho azul, cheio de instruções, e dinheiro para que ela pudesse lhe comprar um suco na lanchonete da academia. Após beber o líquido e o nível de açúcar em seu sangue subir um pouco, Roberto agradeceu o favor e foi comer.

Passei um pouco mal hoje, ele disse a Érica quando os dois se encontraram naquele mesmo dia, explicando o acontecido. Ela, de forma bem humorada, o lembrou de que ele deveria sempre levar consigo algo com açúcar para poder comer em ocasiões como aquela. Lembrou-o também de que ele tinha uma cabeça de vento, por ter esquecido uma coisa tão importante.

Era assim, às vezes ele se esquecia de algumas coisas, mas fazer o quê?

O mais importante é que Roberto estava feliz.

Após conhecer o diabetes e suas implicações, passara a cuidar melhor da própria saúde e, apesar de estar doente, sua qualidade de vida aumentou. Deixou de lado os antigos hábitos alimentares e passou a seguir uma dieta equilibrada, a fazer exercícios físicos, a realizar exames constantes e a se cuidar melhor.

Dessa forma, ele foi descobrindo os benefícios que aquele novo jeito de viver lhe trazia. E desde que seguisse todas as orientações médicas, conseguiria ter uma vida tranquila e sossegada.

A procura foi longa. Ele teve que passar pelas mais adversas situações, enfrentar seus medos e vencer limites, mas finalmente conseguiu.

Tinha encontrado o lado certo de encarar aquela doença. Ele sabia que se não tivesse ela, provavelmente não teria parado de comer besteiras, seguido uma dieta e se matriculado em uma academia. Sabia ainda que não teria a mesma força de vontade que tinha agora e que o fazia se sentir capaz de superar qualquer obstáculo.

Depois que achou o lado positivo de tudo o que acontecera com ele, Roberto entrou para um grupo de autoajuda e virou conselheiro de pessoas que recém descobriam-se portadoras do diabetes. O seu conselho para todas elas: Há males que vem para o bem.

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É isso, espero que tenham gostado.

Seu comentário é muito importante para mim, se leu, opine!

Thiago Pereira Neves, 18 de agosto de 2010.