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Comece a escrever agora mesmo!!!

24 de agosto de 2011
The Tourist - Angelina Jolie and Johnny Depp

Image by WorthingTheatres via Flickr

Imagine a seguinte cena:

Você teve uma idéia para uma história. Não, não apenas uma história, um romance. Você pensa em sua idéia por algumas semanas, trabalha em cima dela. Depois disso, a idéia se levanta, solidifica-se em sua mente. Este poderia ser um livro, um verdadeiro romance. E você poderia ser o autor dele!

Imagine a adaptação de Hollywood, seu nome sendo apresentado para milhões de leitores em potencial e você ficando cara a cara com Johnny Depp ou Angelina Jolie.

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No entanto, você está sentado em sua mesa e ainda não escreveu nenhum livro. Você fica só imaginando, tudo que tem são sonhos. Por quê? Por que isso acontece?

Porque você está deixando de lado o verdadeiro propósito de uma idéia. Brainstorming, delineamento de ações e mapeamento mental são estratégias úteis e formas válidas de estruturar o seu trabalho nos estágios iniciais. Mas isso não é escrita, é apenas uma preparação!

Desculpas familiares?

  1. Você se convence de que precisa comprar um computador novo para começar a escrever. Quem sabe um notebook? “Ah, se eu tivesse um notebook poderia escrever sempre que as ideias surgissem. Seria maravilhoso…”
  2. Você precisa discutir a idéia com seus colegas escritores, o que implica tempo no Twitter ou no Facebook. Você entrar nesses sites mas de alguma forma acaba clicando nas atualizações de alguém, em links e fotos. Uma hora depois, você percebe que ainda não discutiu a sua idéia com ninguém e, é claro, você não pode começar até que você tenha ouvido a opinião dos outros. “Já que não tem ninguém online, deixa eu entrar no youtube para assistir ao canal do Zé Graça…”
  3. Você não tem um editor de texto profissional e já está cansado de usar o Word. Acha que buscar na internet um bom programa para criar e editar seus textos dá muito trabalho, apesar de ser essencial para que você se sinta motivado a escrever. “Se eu tivesse o editor de criação e produção de texto MegaWriter4You ExtraPlus já estaria escrevendo há muito tempo, mas essa telinha azul do Word mata minha inspiração…”

O único caminha a seguir…

Se qualquer uma dessas soar familiar, então há apenas um curso de ação. Você tem que começar a escrever. Eu sei, eu sei: você não pode começar até que a circunstância certa apareça. Mas quando se trata de escrever, isso nunca chegará a acontecer. Sempre haverá distrações. A vida lhe oferecerá outras coisas para fazer.

Chega um momento em que você tem que, simplesmente, parar de evitar os problemas; quando você tem que deixar o seu planejamento de lado e só começar a escrever. Mãos à obra, literalmente!

Ninguém está pedindo para você pintar a Torre Eiffel com uma escova de dentes, apenas para que você coloque a sua história no papel.

Está tudo bem, eu entendo como é. Você está com muito medo de começar porque, se o fizer, a sua ideia maravilhosa vai se transformar em um projetinho inicialmente sem graça.

Então como superar esse medo e começar a trabalhar em sua história?

Dando passos de bebê

Escreva uma frase. Depois escreva outra. Talvez uma terceira? Viu, você está escrevendo! E já tem três frases do seu livro escritas. Você não pode deixá-las sozinhas. Vai ter que escrever um pouco mais, não vai?

Faça um acordo

Os seres humanos trabalham melhor em grupos. Assim que encontrar alguém que também está tentando escrever um livro, crie uma equipe. O apoio mútuo é inestimável, e vocês podem definir prazos e metas uns para os outros. Escrever um livro não é tão assustador quando você sabe que não é o único a fazê-lo.

Segure sua ideia

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Se você está adiando a escrita porque está preocupado em não fazer jus à sua ideia original, descubra a essência dela. Escreva-a e deixe-a perto de sua área de escrita. Talvez você queira manter uma cópia em seu caderno para poder continuar a trabalhar em sua história enquanto estiver longe do seu computador. Se você visitar a sua idea constantemente, ela vai ajudar a manter a sua escrita no caminho certo, e manter a sua história mais perto da idéia original.

Você tem alguma estrategia especial para começar um grande projeto? Compartilhe as suas ideias nos comentários abaixo. E clique aqui para saber um pouco mais sobre os Cinco Elementos da Ficção.

Thipen, Montes Claros/MG, 24/08/2011.

Adaptado livremente do site Fuel Your Writing (http://bitw.in/Oyj) (o crédito das imagens também se encontra no link)

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Capítulo I – Prólogo

19 de junho de 2011

Bom dia, tarde ou noite.

Depois de muuuito tempo parado, resolvi começar a postar de novo no blog. Desta vez, eu espero ter uma certa continuidade nos posts, mesmo porque já tenho alguns escritos prontos.

Mas vamos deixar a conversa de lado e tratar do verdadeiro objetivo do post: apresentar para vocês o primeiro capítulo do livro que estou escrevendo. Espero que se divirtam com a leitura leve e dinâmica.

Capítulo I – Prólogo

Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. Depois de tudo o que tinha acontecido, não dava mais para voltar. Eu tinha sido escolhido e treinado para aquele momento decisivo. A vida de seis bilhões de pessoas dependia de mim e eu só teria uma chance. Era vencer ou vencer!

Por isso estava ali, procurando uma maneira de entrar naquela velha construção do século dezenove. A lua cheia, da escuridão do espaço, iluminava a frente do que um dia foi uma igreja, revelando parte de um jardim e mostrando a beleza de uma natureza morta: um quadro pintado por um artista melancólico.

Inscrições em latim decoravam o grande portão central à minha frente. Demorei alguns minutos lendo uma de especial significado, que me trazia recordações.

As palavras Kyrie Eleison, apesar de bastante apagadas, destacavam-se a meus olhos, fazendo com que sombras de um passado recente começassem a pairar sobre mim. Gritos, choro e luz se misturaram em um turbilhão de memórias. Balancei a cabeça algumas vezes para afastar a distração e, concentrando-me, comecei a inspecionar o local.

Grades altas cercavam toda a construção. No topo delas, várias cruzes enferrujadas estavam espalhadas, formando uma proteção contra possíveis invasores.

Ao olhar para cima, reparei que uma cruz desgastada pendia assustadoramente para a direita, ameaçando cair sobre a minha cabeça. Para evitar uma morte inútil e desnecessária, andei em direção ao portão central, afastando-me do perigo iminente. Foi quando ao longe, dentro da construção, percebi vultos.

Olhando para dentro da igreja construída no final do jardim, vi o movimento de três corpos. Eles balançavam como se estivessem em uma dança sincronizada, embalados apenas pelo silêncio, procurando o posicionamento perfeito para fechar o círculo que daria início ao nefasto ritual de Kairos.

Não consegui notar as outras nove pessoas restantes, porém sabia que estavam todas lá. Em minha cabeça surgiu a imagem dos doze corpos formando uma espécie de relógio ao redor do altar da igreja, cada qual representando determinada hora do dia. E no centro do cenário estava o responsável por tudo aquilo.

Um calafrio percorreu a minha espinha, eriçando todos os meus pelos. Estremeci com temor e ódio. Meu antigo mestre. Meu novo inimigo. Azhmael era o seu nome, também conhecido como Arcanjo Guerreiro, o guardião das sete casas celestiais.

Mais do que um herói caído, uma verdadeira lenda renegada que com um simples bater de asas foi capaz de transformar o Céu em um inferno, quase que literalmente.

Eu só não entendia os porquês, o que o motivara a agir daquele jeito. Por que se rebelar contra a Ordem Superior? Por que negar a criação do Criador? E, principalmente, por que ele tinha que fazer aquilo comigo… por que tinha que roubar o meu único tesouro.

Se naquele dia eu teria as respostas, não importava. Já era tarde demais. Pra mim bastava o fato de que Azhmael estava com a pequena Nicole – uma garotinha indefesa presa nas garras do que agora era um monstro astuto e cruel.

Por isso cumpriria minha missão a todo custo. Impediria que o ritual acontecesse e que o Apocalipse fosse conjurado. Além disso, tinha minhas próprias contas para acertar com Azhmael. Muitas delas.

Quando chegasse a hora, a primeira coisa a fazer seria cortar as suas asas, ele não era mais digno de exibir o seu esplendor. Depois aniquilaria sua aura e a mandaria para o limbo. Ou seria melhor mandá-la para o Necrus?

Assim, pensando na pior maneira de me vingar do cara que havia me ensinado o significado de justiça e lealdade, foi que notei que a velocidade dos dançarinos diminuía dentro da velha igreja.

Do jeito que as coisas iam, em breve o silêncio se transformaria em música e o som de cânticos encheria o ambiente sacro. Quando isso acontecesse, a preparação da cerimônia estaria completa. Ou seja, o tempo mais uma vez estava contra mim.

Se ao menos eu não tivesse perdido tanto tempo com os idiotas alados, teria uma chance melhor. Mas não. Eles fizeram questão de explicar em detalhes como o reino celestial dependia de mim e de como, em contrapartida, a minha vida dependia dele. Agora só um milagre poderia me ajudar.

Um suspiro próximo tirou minha concentração, lembrando-me de que tinha companhia.

Fiquei de lado para encarar o garoto. Sua aparência sugeria uns dezesseis anos. Ele tinha cabelos pretos curtos e pele clara. Usava uma jaqueta preta desbotada, que escondia parcialmente os seus braços; e uma calça jeans velha, rasgada na altura dos joelhos. Um medalhão de São Bento pendurado no pescoço era seu cartão de visita, sua marca pessoal.

Aquela seria a sua primeira missão e, se Deus quisesse, não seria a última.

Segundo as profecias, ele teria um papel crucial na batalha que estava prestes a acontecer, sendo o único capaz de derrotar o meu antigo mestre quando chegasse a hora do confronto. Eu não tinha a menor ideia de como o garoto faria isso, mas acho que o fato de ele ser o filho de Azhmael deveria ser levado em conta.

– Lucas, eu acho que o ritual começará em breve. Ainda lembra as instruções? – indaguei com uma voz suave, quebrando o silêncio entre nós.

– Sim – disse ele, fazendo uma careta.

Dei um sorriso descontraído. Parecia que o meio anjo se lembrava perfeitamente das instruções dadas por Neleh, o arcanjo no comando de nossa operação.

– Então esteja preparado – continuei –, nunca se sabe o que pode acontecer…

A minha voz foi sumindo lentamente. E o silêncio mais uma vez caiu sobre nós. A calmaria antes da tempestade.

Admito que não era o melhor momento para conversar. Mas fazer o quê? Eu temia o pior. E, infelizmente, meu instinto nunca falhava. Assim, aproveitei a oportunidade para perguntar ao garoto se ele já tinha enfrentado a morte antes.

Lucas pareceu ponderar a minha indagação. A incerteza em seus olhos não me permitiu distinguir se o que diria seria verdade ou mentira. Antes de responder, ele olhou para os lados, como se estivesse procurando alguma coisa ou alguém. Acompanhei o seu movimento, mas não vi nada de anormal; apenas a noite nos fazia companhia.

– Não – respondeu ele, sua voz era apenas um sussurro na escuridão. – E você?

– Já – eu disse calmamente. – E perdi. Vamos ver se tenho mais sorte desta vez.

Contando Contos

7 de junho de 2010

O final de semana deveria ser usado para distração e divertimento, para descarregar a tensão acumulada durante toda a semana. Porém, para mim, não foi bem assim.

Na sexta, resolvi participar de um concurso de contos do site Na Ponta do Lápis, de Leo Schabbach. Esse concurso tem como objetivo selecionar contos de fantasia para a publicação em um antalogia, denominada de Alheteya.

Pois bem, lá estava eu, sentado, com mil idéias na cabeça e nenhuma palavra no caderno. A caneta balançando ansiosa em minhas mãos era o reflexo do turbilhão que se formava em minha mente.

Por que será que era, e ainda o é, tão difícil transformar idéias em palavras?

Resolvi, então, escrever tudo que estava pensando. Não me importei com a ordem (ou a falta dela), com os temas e com a inspiração. Apenas escrevi. E quanto mais eu escrevia, mais coisas eu tinha para escrever.

Assim, descobri que o segredo é escrever. Caoticamente, mas escrever.

Depois de tudo, basta juntar as idéias, reorganizar e dar uma ‘polida’ na sua obra. Exercitando a escrita, vai-se ganhando prática e, dessa forma, mais experiência para se escrever melhor.

É pena que só descobri isso no domingo à noite.
__________

Consegui, enfim, terminar o conto, que denominei de “O Sonhador”.
É o primeiro conto que escrevo, não sei se ficou bom, mas, mesmo assim, enviarei ele para o Léo. Depois publico ele aqui no site para vocês conferirem.

É isso. Gostou? Comente!

É Hora de Começar!

2 de junho de 2010

Olá, aproveite a leitura!

Você gosta de livros? Se a resposta for sim, você não está sozinho.

Milhares de pessoas no mundo leem por prazer, trabalho ou para adquirir conhecimento. Uma das vantagens de ler, na minha opnião, é que você viaja mas suas preocupações e seus problemas, não. Ler é um mergulho no qual toda a realidade à sua volta é deixada momentaneamente para trás, para se imergir em um mundo novo e muitas vezes maravilhoso.

Eu sempre gostei de ler: ficção, ficção científica, romances em geral e policial. Comecei lendo Sherlock Holmes (porque os livros eram finos e de leitura rápida), passei por Edgar Allan Poe, Tolkien, J. K. Rowling, Stephen Mayer e muitos outros. Hoje em dia sou fã de Jonathan Stroud e seu trabalho impecável na Trilogia Bartimeaus.

Todos esses escritores passaram suas mensagens de amor e ódio, lutas e derrotas, e, assim, deixaram as suas marcas na minha essência.

Mas acontece que a minha essência, agora, está transbordando. Transbordando da vontade de trazer ao mundo uma história que há muito tempo me acompanha, que ronda os cantos da minha mente esperando a oportunidade perfeita para se libertar e vir ao mundo.

Nos próximos meses tentarei traduzir em palavras essa história. Sei que será uma tarefa árdua e complicada. Escrever sempre o é. Garanto a vocês, porém, que darei o melhor de mim.

Eu já plantei a arvoré, agora é hora de escrever o livro.

Nos encontramos em breve.

Cuidem-se!

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